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"Brigadistas" de ONG negociavam fotos de incêndios da Amazônia e depois tocavam fogo

Fotos da floresta em chamas serviram para "sensibilizar" doadores como Leonardo DiCaprio

28/11/2019 10h35Atualizado há 2 semanas
Por: Sandro Araújo
Fonte: DP

Os “brigadistas” ligados a ONGs, presos por atearem fogo na floresta, negociavam a venda de fotos de queimadas à ONG internacional WWF antes mesmo de o incêndio ocorrer. Venderam 40 fotos por R$70 mil, diz a polícia. Fechado negócio, ateavam fogo e faziam as fotos para sensibilizar doadores. Só o ator Leonardo DiCaprio doou à WWF R$2,1 milhões, dos quais R$300 mil acabaram nos bolsos da quadrilha, segundo José Humberto Melo, delegado da Polícia Civil do Pará.

O delegado admitiu, durante entrevistas, que crimes idênticos podem ter sido cometidos em outros estados da região amazônica.

A polícia desconfiou da quadrilha ao observar que os quatro brigadistas ganharam muito dinheiro com os incêndios, e os investigou.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram a trama de provocar queimadas para ganhar dinheiro no “combate às chamas”.

Os "ongueiros" também são investigados por sonegação: esconderam a maior parte do “cachê” de R$300 mil da WWF, segundo o delegado. 

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